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GERINDO A SUA MARCA PESSOAL     

Do ponto de vista jurídico uma marca é um nome ou um sinal que serve para distinguir os produtos ou serviços de uma empresa dos de outras empresas. No entanto, o marketing tem um entendimento bem mais lato daquilo que é uma marca. É nesse sentido que podemos afirmar que Luís Figo, Cristiano Ronaldo ou José Mourinho podem ser encarados como marcas – isto para nos restringirmos ao mundo do futebol. Da mesma maneira que cada uma de nós – seja Manuel, Joaquim, Maria ou Isabel – tem também a sua marca.    No mundo das farmácias a questão é tanto mais relevante quanto é certo que o nome do farmacêutico é um activo importante na valorização do negócio. Neste contexto, a pergunta que se pode colocar é: como valorizar a marca pessoal? Ficam aqui três sugestões:   

Torne-se conhecido Eleja os seus públicos-alvo – clientes, instituições de saúde, etc. – e torne-se conhecido. Esteja presente nesses “mercados”, faça networking e, principalmente, não se enfie na parte de trás da farmácia.  

 Crie uma imagem positiva Não basta ser conhecido – é preciso que o seja por boas razões. Para isso, defina o seu próprio posicionamento. Quer ser conhecido como? Pelas suas competências técnicas? Por ser simpático com os clientes? Pelo serviço que presta? Aposte em algo que o distinga dos outros – mas que corresponda efectivamente às suas competências. Tentar passar uma imagem daquilo que não é vai trazer-lhe certamente problemas.  

 Crie laços fortes Por último, há que criar laços fortes com aqueles que elegeu como públicos-alvo da sua marca pessoal. Esses laços podem decorrer do seu poder institucional/organizacional (que tem a ver, por exemplo, com a sua posição hierárquica ou a imagem da própria farmácia) mas é mais importante que o seja por aquilo que você na realidade é. O poder não está em mandar mas em ser obedecido. E não é só poder. É também capacidade para envolver os outros nos seus projectos. Nesse sentido, alguma capacidade para gerir relações, designadamente com alguma dose de emoção, não será certamente descabida. Na área da saúde isto é fundamental.    Em suma, se fizer tudo isto não garanto que a sua pessoa se torne numa marca valiosa. Mas de certeza que para lá caminha.

                                                                  

                                                                       Carlos Brito

Professor de Marketing da Faculdade de Economia do Porto


Crónica Fevereiro: "Farmacêutico Activo", Mário Peixoto, Farmacêutico, Editor do Suplemento de Saúde do Diário do Minho

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